Aterro Sanitário em Simões Filho Coloca em Risco Projeto Social Histórico da Fazenda do Natal
A rotina na Fazenda do Natal, um dos mais importantes projetos sociais da região metropolitana de Salvador, está se transformando em um pesadelo. O espaço, administrado há anos pelo padre Cristian, sempre foi um ponto de acolhimento, reabilitação e reinserção social para centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade. Agora, porém, o empreendimento enfrenta uma ameaça crescente: o avanço das operações do aterro sanitário instalado em sua vizinhança.
Mau Cheiro, Pragas e Insetos
Moradores, voluntários e beneficiários relatam que o mau cheiro já se tornou insuportável. Nuvens de moscas, enxames de insetos venenosos e urubus passaram a fazer parte da paisagem cotidiana. Ratos, baratas e outros vetores têm se multiplicado, colocando em risco a saúde dos acolhidos e dificultando o trabalho de assistência realizado pela equipe da fazenda.
Um Projeto Social Ameaçado

A Fazenda do Natal é reconhecida por oferecer apoio psicológico, espiritual e profissionalizante para jovens, dependentes químicos e famílias inteiras que buscam recomeçar suas vidas. Com um trabalho que remonta há muitos anos, a instituição conta com o apoio da Igreja Católica e da comunidade local. “É doloroso ver um esforço tão longo e tão sério ser colocado à prova por condições ambientais adversas”, lamentam pessoas próximas ao projeto.
Acusações de Desrespeito às Leis e ao Meio Ambiente
Organizações e lideranças comunitárias afirmam que o aterro funciona em desacordo com o licenciamento ambiental e que está localizado sobre um aquífero que abastece poços profundos responsáveis pelo fornecimento de água a milhares de pessoas na região metropolitana de Salvador. Há denúncias de que a empresa que administra o aterro exerce forte influência política e utiliza seu poder econômico para pressionar autoridades, obtendo licenças e permissões que colocam em risco o meio ambiente e a saúde pública.
Chamado à Responsabilidade
A situação expõe um dilema entre o desenvolvimento econômico e a preservação socioambiental. Comunidades, líderes religiosos e entidades ambientais pedem que as autoridades competentes fiscalizem com rigor a operação do aterro sanitário, garantindo o cumprimento da legislação e preservando o trabalho social desenvolvido pela Fazenda do Natal.
